O projeto, implementado em etapas, já afetou 40% dos servidores físicos da seguradora.
Por Edileuza Soares, da Computerworld
06 de setembro de 2010 - 07h30
Redução de 30% no consumo de energia elétrica e uma economia de aproximadamente 60% dos custos com licenciamento de software. Estes foram alguns ganhos contabilizados pela Caixa Seguros – o quinto maior grupo segurador do Brasil –, com a implementação de um projeto de virtualização e de consolidação dos servidores.
A iniciativa envolveu quase metade dos equipamentos da companhia, que tem como sócios controladores o banco Caixa Econômica Federal e a seguradora francesa CNP Assurances.
Com mais de 40 anos de operação no mercado brasileiro e um faturamento de 5,7 bilhões de reais em 2009, a Caixa Seguros atende a uma base de 9 milhões de clientes. Um desafio constante da companhia, relata o gerente de infraestrutura, Lincoln Moreira Jorge Júnior, é garantir que o ambiente de TI seja flexível, ao mesmo tempo em que ofereça alta disponibilidade para o processamento das operações.
Além disso, a equipe de tecnologia trabalha com o desafio de reduzir custos e estar alinhada com uma política socioambiental do grupo. Fatores que, somados, levaram a empresa a avaliar novas tecnologias, como a virtualização.
Os primeiros testes com soluções para virtualizar servidores tiveram início há cerca de dois anos, conta o gerente. Na época, a companhia testou o uso da solução fornecida pela VMware em alguns dos servidores de desenvolvimento e de homologação. Após os testes iniciais, em 2009, a instituição optou pela expansão do projeto e analisou algumas ofertas do mercado, até decidir pela adoção da plataforma Hyper-V, da Microsoft. A escolha foi baseada no custo da solução e na compatibilidade com o parque instalado.
“Começamos por um ambiente menos robusto e estamos expandindo aos poucos”, conta Jorge Júnior. Ele explica que os primeiros testes, com um número restrito de servidores, permitiram analisar os benefícios da virtualização, mas sem comprometer a infraestrutura de TI da companhia.
A segunda etapa do projeto, implementada em março de 2010, ampliou a virtualização para todos os servidores de desenvolvimento, impressão, armazenamento de arquivos, web e aplicações. Com isso, 40% das máquinas que rodavam no centro de processamento da Caixa Seguros foram virtualizadas.
O gerente conta que, antes do projeto, o parque de TI da companhia contava 400 servidores físicos, que rodavam em ambientes distribuídos (Linux e Windows). “Atualmente, temos 300 equipamentos físicos e 160 máquinas virtuais”, afirma o executivo, que tem planos de expandir o modelo para 75% do ambiente.
A próxima etapa do projeto é levar a virtualização para os sistemas de backup da seguradora. “O ideal seria ter 100% do parque virtualizado, por conta dos benefícios que a tecnologia traz”, acredita o executivo. “Mas os servidores que rodam banco de dados e aplicações de missão crítica, como o caso do BI (business intelligence), devem ficar de fora”, pondera, ao justificar que esses sistemas exigem um processamento diferenciado.
Sobre os benefícios obtidos com a virtualização, Jorge Júnior detalha que a solução tem permitido que a Caixa Seguros amplie o volume de dados processados em seus sistemas, sem a necessidade de adquirir novos equipamentos. Além disso, com a consolidação das máquinas, a companhia conseguiu reduzir o espaço utilizado no data center.
Outro ganho direto veio com o corte dos custos com software. “A economia na compra das novas licenças será entre 50% a 60%”, avalia o executivo, ao citar os benefícios de ter um ambiente virtualizado. A centralização também facilitou a gestão do parque instalado, tornando a administração menos onerosa e reduzindo o tempo para atualizações.
O gerente acrescenta que a virtualização potencializou o uso dos recursos de hardware, com melhor aproveitamento da capacidade ociosa dos equipamentos, principalmente nos fechamentos financeiros mensais, quando a seguradora tem um aumento expressivo no volume de transações.
A Caixa Seguros não revela o valor de investimentos aplicado no projeto de virtualização, mas Jorge Júnior afirma que não foi difícil convencer o alto escalão da companhia. “A virtualização tem um forte apelo de redução de custos e dá retorno ao negócio”, informa o executivo. E ele não descarta a possibilidade de, no futuro, migrar para cloud computing (computação em nuvem). “Acho que a companhias brasileiras precisam amadurecer seus processos para adotar esse conceito”, conclui o gerente.
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segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Caixa Seguros reduz 60% de custos com virtualização
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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Virtualização de desktop: 'thin', 'fat' ou 'zero clients'?
Entenda as diferenças e vantagens que essa solução pode trazer para o seu negócio.
Por InfoWorld/EUA
22 de fevereiro de 2010 - 07h00
O "cálice sagrado" da infraestrutura virtual de desktop (VDI) é o “zero client”. Muitos fabricantes alegam oferecer soluções VDI que são realmente finos. Essas fabricantes sabem o que estão oferecendo, mas estão usando a busca dos consumidores como um truque de marketing para chamar a atenção.
Enquanto muitos executivos focam no número de máquinas com Windows XP que estão sendo abandonadas e esperam resolver a questão implantando o Windows 7 por meio de uma solução VDI, a ideia é usar o legado dos sistemas com XP como thin client. Desculpe, mas um computador com Windows não é um thin client em nenhum sentido da palavra. Além disso, um administrador pode não se preocupar em ter um thin client rodando e o setor de TI pode fazer uma conexão com um sistema Windows 7 baseado em VDI.
Um thin client tem diferentes formas, mas sempre inclui CPU, RAM, armazenamento local e permite diferentes conexões de rede. Alguns clients podem ser mais robustos para gerarem gráficos melhores, tornando-os mais parecidos com computadores. O grande dilema com thin clients é que eles precisam de mais suporte de hardware e manutenção lógica, sem contar energia e resfriamento, mas também incluem alguma forma de sistema operacional, como Windows XP ou CE, ou uma variação do Linux. Eles são complexos como PCs regulares. Como dá para perceber, “thin” não significa menos manutenção.
A solução real para as fabricantes é oferecer o que elas divulgam: a solução zero client. Essa versão avançada de VDI deixa a computação no data center e elimina a manutenção de um thin ou fat client. O zero client – um verdadeiro zero client – não possui sistema operacional, CPU e nem memória. Certamente o legado de XP não entra nessa categoria. O que caracteriza os zero clients? Monitores e periféricos (mouse, teclado, dispositivos USB) conectados ao data center.
Entre os fabricantes que afirmam trabalhar com zero client estão Pano Logic, Teradici, ClearCube, Digi e Wyse. Mas quando você olha para seus estoques, algumas oferecem ultrathin clients, não zero clients.
Quem realmente oferece zero client? A Pano Logic, com o Pano Cube, que é um simples cubo que não possui CPU, memória, drivers, software nem nada. Ele possui entradas para conectar teclado, mouse, monitor, áudio, dispositivos USB, além de conexão de rede para data center. Parece mais um acesso KMV do que um client. Atualmente, essa solução exige o uso do VMware vSphere e funciona apenas com Windows XP, mas futuramente trabalhará com Microsoft Hyper-V e Windows 7.
Apesar de ser rápido, é recomendado que o Pano Cube seja usado com rede LAN de conexão de 100 Mbps entre dispositivo e servidor. David Davis, da Train Signal, disse que sua companhia queria usar uma unidade Pano em uma rede WAN, mas descobriu outra coisa: “A Pano usa seu o próprio protocolo e ele é gordo! Tinha alto desempenho mas circuitos WAN lentos”. Ao mesmo tempo, disse Davis, os dispositivos eram “lisos, finos e simples” (Davis está esperando o lançamento da versão mais nova dos clients que sejam compatíveis com o Windows 7).
Outra fabricante que merece ser investigada e a Wyse. Ela trabalhou duro para oferecer clients reduzidos e outras soluções que resultam em variedades de zero client para se escolher. Algumas lojas de TI já falaram que a Wyse complica as soluções com loucuras de preços. Além disso, a atual implantação dos produtos da empresa não é nada simples.
Endpoints VDI possuem benefícios reais para organizações que você pode não considerar quando olha pelo lado do data center VDI. Sim, você está colocando mais no data center, mas olhe para o que você está conseguindo em retorno:
Redução de energia precisa estar no lado do client (energia e resfriamento são eliminados)
Maior segurança, pois nenhum dado está armazenado no endpoint
Menor ou nenhum suporte a hardware
Sem sistema operacional
Ao mesmo tempo, a solução zero client requer uma tonelada de banda e esses sistemas podem ser usados apenas como clietns VDI – não é possível usá-los para outros fins depois.
Por InfoWorld/EUA
22 de fevereiro de 2010 - 07h00
O "cálice sagrado" da infraestrutura virtual de desktop (VDI) é o “zero client”. Muitos fabricantes alegam oferecer soluções VDI que são realmente finos. Essas fabricantes sabem o que estão oferecendo, mas estão usando a busca dos consumidores como um truque de marketing para chamar a atenção.
Enquanto muitos executivos focam no número de máquinas com Windows XP que estão sendo abandonadas e esperam resolver a questão implantando o Windows 7 por meio de uma solução VDI, a ideia é usar o legado dos sistemas com XP como thin client. Desculpe, mas um computador com Windows não é um thin client em nenhum sentido da palavra. Além disso, um administrador pode não se preocupar em ter um thin client rodando e o setor de TI pode fazer uma conexão com um sistema Windows 7 baseado em VDI.
Um thin client tem diferentes formas, mas sempre inclui CPU, RAM, armazenamento local e permite diferentes conexões de rede. Alguns clients podem ser mais robustos para gerarem gráficos melhores, tornando-os mais parecidos com computadores. O grande dilema com thin clients é que eles precisam de mais suporte de hardware e manutenção lógica, sem contar energia e resfriamento, mas também incluem alguma forma de sistema operacional, como Windows XP ou CE, ou uma variação do Linux. Eles são complexos como PCs regulares. Como dá para perceber, “thin” não significa menos manutenção.
A solução real para as fabricantes é oferecer o que elas divulgam: a solução zero client. Essa versão avançada de VDI deixa a computação no data center e elimina a manutenção de um thin ou fat client. O zero client – um verdadeiro zero client – não possui sistema operacional, CPU e nem memória. Certamente o legado de XP não entra nessa categoria. O que caracteriza os zero clients? Monitores e periféricos (mouse, teclado, dispositivos USB) conectados ao data center.
Entre os fabricantes que afirmam trabalhar com zero client estão Pano Logic, Teradici, ClearCube, Digi e Wyse. Mas quando você olha para seus estoques, algumas oferecem ultrathin clients, não zero clients.
Quem realmente oferece zero client? A Pano Logic, com o Pano Cube, que é um simples cubo que não possui CPU, memória, drivers, software nem nada. Ele possui entradas para conectar teclado, mouse, monitor, áudio, dispositivos USB, além de conexão de rede para data center. Parece mais um acesso KMV do que um client. Atualmente, essa solução exige o uso do VMware vSphere e funciona apenas com Windows XP, mas futuramente trabalhará com Microsoft Hyper-V e Windows 7.
Apesar de ser rápido, é recomendado que o Pano Cube seja usado com rede LAN de conexão de 100 Mbps entre dispositivo e servidor. David Davis, da Train Signal, disse que sua companhia queria usar uma unidade Pano em uma rede WAN, mas descobriu outra coisa: “A Pano usa seu o próprio protocolo e ele é gordo! Tinha alto desempenho mas circuitos WAN lentos”. Ao mesmo tempo, disse Davis, os dispositivos eram “lisos, finos e simples” (Davis está esperando o lançamento da versão mais nova dos clients que sejam compatíveis com o Windows 7).
Outra fabricante que merece ser investigada e a Wyse. Ela trabalhou duro para oferecer clients reduzidos e outras soluções que resultam em variedades de zero client para se escolher. Algumas lojas de TI já falaram que a Wyse complica as soluções com loucuras de preços. Além disso, a atual implantação dos produtos da empresa não é nada simples.
Endpoints VDI possuem benefícios reais para organizações que você pode não considerar quando olha pelo lado do data center VDI. Sim, você está colocando mais no data center, mas olhe para o que você está conseguindo em retorno:
Redução de energia precisa estar no lado do client (energia e resfriamento são eliminados)
Maior segurança, pois nenhum dado está armazenado no endpoint
Menor ou nenhum suporte a hardware
Sem sistema operacional
Ao mesmo tempo, a solução zero client requer uma tonelada de banda e esses sistemas podem ser usados apenas como clietns VDI – não é possível usá-los para outros fins depois.
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